• Diogo Tomaszewski

A importância do bem-comer e o comportamento alimentar digital

Atualizado: 10 de set. de 2021

Afinal, o que é se alimentar “corretamente” e o que isso tem a ver com a maneira como enxergamos a tecnologia?


Segundo a última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada entre os anos de 2017 e 2018, nunca comemos tão mal. O estudo diz que, nos últimos anos, nossa qualidade nutricional piorou, uma vez que, apesar do consumo de frutas, hortaliças e minimamente processados se manter, os alimentos ultraprocessados ganharam um espaço considerável na mesa. Ao mesmo tempo, nunca estivemos tão conectados. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em dezembro de 2020 atingimos a inacreditável marca de 234 milhões de acessos móveis, um valor impressionante para uma população aproximada de 210 milhões de habitantes no país.

Estes dois fatos, aparentemente isolados, podem ser interligados para mostrar como é possível o protagonismo das pessoas em relação às próprias escolhas, apesar de haver uma enorme influência de todos os atores que envolvem o sistema alimentar.


O que é o bem-comer?

Está previsto na Constituição Brasileira, em seu artigo 6º: “São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.