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A importância das cidades mentoras para o LUPPA - Laboratório Urbano de Políticas Públicas Alimentar


Foto: Juliana Rossini


O LUPPA está apenas no seu 2º ano de atuação e temos aqui a consciência de que ainda temos muito trabalho pela frente. Além do trabalho de realização, planejamento, articulação, desenho e cooperação técnica que o Instituto Comida do Amanhã e ICLEI realizam em total sinergia, acreditamos na potência do trabalho coletivo e nossos parceiros são uma peça chave nesse processo. Uma parceria muito importante e essencial ao projeto são cidades mentoras. Nesse texto vamos contar um pouco mais da metodologia de mentoria utilizada pelo LUPPA e a importância desses agentes neste processo.


VOZ DA EXPERIÊNCIA


Cidades mentoras são cidades que já avançaram em suas políticas para sistemas alimentares, amadureceram e evoluíram seus planejamentos de segurança alimentar e nutricional, por isso, podem contribuir com sua expertise e experiência acumuladas para as demais cidades participantes. Elas são responsáveis por organizar e fornecer uma mentoria que acontece na segunda fase de cada ciclo do LUPPA em que há um grupo de cidades selecionadas para trabalhar com cada mentora.


No LUPPA LAB#2, realizado entre os dias 1 e 3 de fevereiro, as cidades mentoras compartilharam um pouco de suas realidades como um aperitivo do que será trabalhado dentro dos grupos.

Tainara Ferreira, diretora de Resiliência de Salvador, Bahia, trouxe a importância de se fazer o trabalho em conjunto com a população, entender as nuances, cultura e conhecimentos tradicionais, e ter esse olhar sensível. Ela ainda destacou que Salvador é uma cidade com maioria de população negra e que as mulheres negras são a maioria de chefes de lares que sofrem com a insegurança alimentar, então é necessário pensar nesse recorte social.


João Paulo Pucciariello Perez, diretor do departamento de Segurança Alimentar e Nutricional de Osasco, em São Paulo, pontuou que a política pública se inicia através de um problema e isso demanda um trabalho conjunto entre o poder público e a sociedade civil. Ele trouxe como exemplo o projeto de Hortas Pedagógicas que partiu da proposta de implantar hortas agroecológicas nas escolas como instrumento de auxílio no processo de ensino e aprendizagem. A ação foi realizada com a parceria de empresas e instituições da cidade.

Morgiana Maria Kormann, coordenadora técnica e nutricionista do departamento de Estratégias de Segurança Alimentar e Nutricional de Curitiba, no Paraná contou sobre o processo de construção do do plano de Segurança Alimentar e Nutricional, destacando que, ainda que a cidade tenha uma pasta de Secretaria Municipal de Segurança Alimentar Nutricional que centraliza as informações sobre o tema, buscar a intersetorialidade com as outras secretarias e ouvir as demandas da população é fundamental.

Alexandre Ramos, gerente da Secretaria Executiva de Agricultura Urbana do Recife, em Pernambuco, contou sobre a experiência de construção coletiva do plano de agroecologia em uma cidade completamente urbana. A construção do plano começou em um seminário e envolveu diversos setores da sociedade, responsáveis por mais de 270 contribuições.

Lia Palm, coordenadora de Agricultura e Segurança Alimentar e Nutricional de São Paulo, falou sobre o programa Sampa Mais Rural e o papel de resgate e reconhecimento da agricultura para a cidade. Para ela, a expectativa na mentoria é compartilhar e aprender de forma conjunta algumas tecnologias sociais de políticas públicas.


Darklane Dias, Subsecretária de Segurança Alimentar e Nutricional de Belo Horizonte, em Minas Gerais, cidade que atuou como mentora na 1ª edição do LUPPA mandou um vídeo mensagem para os presentes no LAB e contou um pouco como foi o processo de mentoria com os municípios e que desnudar os desafios impostos para alcançar os resultados foi o principal objetivo com cidade mentora. Como o LUPPA, um laboratório inovador, trabalha para transformar a agenda alimentar urbana no Brasil


METODOLOGIA

Construir um espaço de aprendizagem entre gestores de governos municipais e demais atores dos sistemas alimentares urbanos é importante e necessário, por essa razão, a mentoria configura-se em uma cooperação técnica estreita onde esse conhecimento pode ser bem mais absorvido e uma troca mais aprofundada pode acontecer entre cidades mentoras e cidades mentoradas. A partilha tanto dos casos de sucesso quanto dos desafios enfrentados torna possível estabelecer um ambiente de aprendizado para além do teórico, com quem aprendeu na prática.

Nesta segunda edição as mentorias estão divididas nos seguintes grupos:


  • Curitiba: Abaetetuba, Barcarena e Belém, todas no Pará

  • Osasco: Araraquara - SP, Bragança - PA e Palmas - TO

  • Recife: Alvarães - AM, Pindamonhangaba - SP e Vitória do Mearim - MA

  • Salvador: Maricá - RJ e Nova Lima - MG

  • São Paulo: Alto Paraíso de Goiás, Jundiaí - SP, Santarém- PA

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