• Flávia Schwartzman

A importância dos programas de alimentação escolar antes, durante e pós-pandemia do COVID-19


Foto: Andre Borges | Agência Brasília


Ao longo das últimas décadas, a alimentação escolar se fortaleceu como uma importante política de proteção social, de promoção da educação, da saúde, da equidade de gênero, de segurança alimentar e nutricional e de desenvolvimento local em vários países do mundo.

A relevância dos programas de alimentação escolar (PAEs) ficou ainda mais evidente durante o período da pandemia do COVID-19, já que o acesso às escolas ficou comprometido e milhões de crianças e jovens ficaram sem receber a alimentação a que tinham direito. No pico da 1ª onda da doença, em 2020, diversas escolas foram fechadas em 199 países e 370 milhões de estudantes deixaram de receber alimentação escolar (WFP, 2020). Esta situação impôs mais um grande desafio às famílias mais vulneráveis durante este período, já que antes da pandemia, não precisavam se preocupar com uma parte da alimentação da família, que era provida pela escola.

Além disso, contratos de compra de alimentos dos agricultores familiares para a alimentação escolar foram suspensos em vários municípios do país, deixando na mão milhares de famílias que já tinham um mercado garantido para sua produção e comprometendo a segurança alimentar e nutricional dessas famílias.

Dada a importância do tema, a ideia deste texto é apresentar um breve resumo de um documento lançado recentemente, o relatório State of School Feeding Worldwide 2020 (O Estado da Alimentação Escolar a Nível Mundial 2020), publicado pelo Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas – PMA (WFP, por suas siglas em inglês), ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2020. O d